O que é o Clube Visão

Porque ele surgiu

Como se inscrever no Clube Visão

 

Basta que você mande o seu nome completo e endereço para nós, sem esquecer o CEP, (lembrando que muitas cidades possuem CEP por rua), para que possamos fazer o seu cadastro. A partir daí, todos os meses, enviaremos um boleto bancário, com valor em aberto e sem data de vencimento para você fazer a sua contribuição, para ajudar a pagar tudo isto. Não tem valor fixo de mensalidade, conforme foi dito, a pessoa apóia com o que pode. Basta mandar um e-mail para o alamar@redevisao.net e pronto.

Mas se você quiser saber porque surgiu o Clube e um pouco da nossa história de dificuldades, leia o que vem abaixo.

 

Antes do Alamar, o que se via em termos de divulgação da Doutrina Espírita eram apenas pequenos jornaizinhos, impressos em preto e branco em pouquíssimas quantidades, feitos nas gráficas mais baratas, com os papéis mais baratos que existem, (tudo isto em nome da “humildade”) raramente passando de 4 folhas, sempre distribuídos para os mesmos lugares, ou seja, enviados para um determinado número de centros espíritas que constava da agenda de quem os produzia. Esses jornais chegavam aos centros, como acontece até hoje, e somente poucas pessoas, as que freqüentam a secretaria da casa, os liam. Na realidade, nunca houve divulgação do Espiritismo para o grande público, existia apenas artigos escritos, pelas mesmas pessoas, para alguns que já eram espíritas... ou melhor, freqüentadores de centros.

De repente aparece o Alamar que faz um programa de televisão, não apenas um programinha de meia hora voltado somente para a cidade onde ele morava, mas um programa de duas horas de duração, ao vivo, transmitido para todo o Brasil, via satélite, chegando aos lares de milhões de pessoas, principalmente não espíritas, de Norte a Sul do País e até alcançando Países vizinhos.

Nunca, na história do Espiritismo, tanta gente teve acesso a informações sobre a nossa doutrina, quando milhares e talvez milhões passaram a perceber que o Espiritismo não tem nada a ver com macumba, feitiçaria, necromancia e tudo aquilo que padres e pastores de mau caráter andavam dizendo, como ainda andam. Nunca tantos abortos e tantos suicídios foram evitados, por iniciativa espírita.

Só que este programa, como um programa natural de televisão, teria despesas, que não eram baratas. O próprio custo mensal com a Embratel era enorme. Equipamentos, iluminação e tudo isto contava nas despesas.

No início o próprio Alamar teve que bancar todos os custos com dinheiro do seu próprio bolso, o que já vinha fazendo espontaneamente há alguns anos, na divulgação do Espiritismo, sem ajuda de ninguém, na realização de grandes eventos espíritas em Belém do Pará, pagando passagens áreas, hospedagens e aluguel de centro de convenções para o público receber grandes oradores espíritas, tendo que dar tudo isto de graça, (mesmo não tendo conseguido realizar de graça) já que o patrulhamento em cima de tudo o que é cobrado é muito grande, e cruel, no meio espírita.

Logo no começo da sua tarefa, o Alamar também era adepto daquele "trauma" do movimento espírita em evitar lidar com dinheiro, em evitar pedir ajuda financeira e até em vender algum produto para angariar fundos para manter a obra. Possuía também aquele entendimento equivocado da humildade e do "dai de graça o que de graça recebestes". Ele nunca recebeu espaço de satélite de graça, da Embratel.

Poderíamos esperar que um programa de televisão de abrangência nacional, com audiência enorme e com público qualificado, naturalmente atraísse verbas publicitárias e seria patrocinado com facilidade. Mas não teve como isto acontecer. Em princípio a cultura das agências de publicidades sempre foi a de achar que não se deve destinar verbas de anunciante nenhum a programas religiosos, já que assim era concebido o programa “Espiritismo via Satélite”.

Teríamos uma saída, imaginou Alamar:

- "Existem empresários e industriais espíritas, em todo o Brasil! O valor é bastante inexpressivo para eles e, tranqüilamente, vamos conseguir a participação deles, já que o compromisso de divulgação da Doutrina é de todos."

Quando muitos diziam: "Já estou colaborando com a creche do “meu centro” e não posso mais dar ajuda nenhuma."  

Mera ilusão. A maioria dos empresários espíritas sempre teve vergonha de se dizer espírita e muitos acharam por bem, como ainda acham, não vincularem as suas marcas com o Espiritismo. Engraçado, mas empresários católicos e protestantes não têm vergonha de assumirem as suas crenças.

           

Os próprios telespectadores perceberam as dificuldades

 

Já que sempre estivemos diante de público racional, os próprios telespectadores sempre perceberam que aquilo não estava sendo conseguido de graça, ao mesmo tempo em que viam o apresentador, desesperadamente, apelar por apoio, sem ser ouvido.

Foi tentada parceria junto com editoras espíritas, já que estávamos diante do público que mais interessava a elas, que é o público que lê e, obviamente, compra livros. Mas elas, como sempre, diziam: “não temos dinheiro, estamos em dificuldades”, e só queriam publicidade de graça. Quando muito, doavam uns 10 ou 20 livros, (preço de custo de mais ou menos 2 reais, cada exemplar) alegando que estavam ajudando, porém cobrando, em troca, publicidade intensa das suas marcas.

É o tal negócio: Podendo explorar de um confrade e fazê-lo de bobo, pra que ajudar, né?

Foi quando os próprios telespectadores, que não gostariam que os programas saíssem do ar, sugeriram a criação de um Clube de amigos, porque viam na iniciativa uma fonte valiosa de informação Espírita, o que não era possível obter em suas cidades, principalmente nos centros espíritas onde freqüentavam.

Esses amigos contribuiriam mensalmente com uma quantia, em valor aberto, para manter o projeto.

Foi daí que surgiu o Clube Visão, em apoio ao projeto Rede Visão.

           

Breve histórico das dificuldades deste projeto

 

Em princípio, conforme ficou entendido, não tem como fazer televisão de graça, porque é impossível propor à Embratel ou a qualquer empresa de comunicações pagarmos as despesas naturais desse tipo de operação, dando passes nos seus diretores, funcionários e empregados e muito menos fazendo preces ou palestras em suas instalações. Não tem como, também, realizarmos reuniões mediúnicas e pedirmos para que os espíritos materializem dinheiro.

Então, qualquer espírita racional entende que de fato precisa-se de dinheiro mesmo para arcar com os custos e este dinheiro precisa vir de algum lugar.

Agora vejamos o que já foi dito: Pela publicidade normal seria impossível. Contar com ajuda de empresários e industriais espíritas seria impossível também. Contar com as editoras seria impossível. Continuar levando a coisa como aconteceu no início não seria possível, já que o Alamar nunca foi rico.

Estávamos, então, diante de uma missão praticamente impossível, em termos de conseguir recursos. Os programas sempre viveram ameaçados de sair do ar.

Como se não bastasse esta dificuldade natural, que já é uma barreira quase intransponível, ainda enfrentamos, ao longo de todos estes anos, ações as mais terríveis possível por parte de confrades do próprio movimento.

Vejam bem:

O fato de um espírita fazer alguma coisa de destaque, que foge ao comum, já é algo que sempre incomodou a muitos espíritas outros, desde os tempos de Kardec. De repente, percebe-se que este espírita não apenas está fazendo algo de destaque, mas está, naturalmente, se tornando conhecido no País inteiro, sendo tratado com muito carinho por muita gente e até sendo recebido calorosamente em aeroportos por amigos e pessoas que se manifestam gratificadas pelo seu trabalho.

Ora. O incômodo é muito maior! Algumas pessoas, enfermas do espírito, mesmo fazendo parte do movimento espírita, não poderiam se conformar com uma coisa desta. Teriam que dar um jeito para evitar que o elemento que fez tudo isto parasse de fazer.

“Se eu nunca consegui fazer nada de destaque, nunca consegui produzir nada que despertasse a atenção e o carinho de tanta gente, por que vou permitir que outro faça?”. Foi o que aconteceu.

"Proibir este homem de fazer, nós não podemos. Mandar a polícia ir lá prendê-lo, para não fazer, nós não podemos. Ameaçá-lo, já tentamos várias vezes, mas ele é teimoso e não teme qualquer tipo de ameaça. Mandar matar (até que teríamos vontade), poderia ser descoberto.  

Qual seria o meio, então, de calá-lo?

Vamos atrás dos “podres” dele, para difamá-lo e jogar o público contra ele. Certamente deve ter cometido alguns crimes, deve ter matado alguém, roubado, se envolvido em trapaças, corrupção, deve ter ou já ter tido várias amantes, envolvido com jogos, contrabandos, falcatruas... enfim, vamos recorrer à polícia dos locais onde ele viveu porque, com certeza, a ficha deve ser enorme e nós usaremos implacavelmente. Deve estar rico, às custas dos Espíritas!"

Foi feito tudo isto e de repente percebeu-se:

"O cara não é rico, nunca teve aplicações financeiras, não tem fazendas, não é dono de coisa nenhuma e não tem nem ao menos uma casa própria. Mas temos que dizer o contrário para o público!

Nunca teve amantes, não tem nenhum filho que fora feito fora de casa, nunca se envolveu em corrupção, nunca jogou, nunca matou nem roubou, teve todas as propostas para ficar rico em conchavos com políticos poderosos, mas sempre disse não a isto; já lhe foram oferecidos milhões de reais, em recursos da SUDAM, para pagar a perder de vista, e disse não; nunca teve vícios de alcoolismo, tabagismo, jogos, tóxico... nada. Não importa, este lado verdadeiro não devemos dizer; nós temos que fazer entender ao público que foi tudo ao contrário.

Ah, mas tem um defeito aí que nós podemos nos aproveitar bem: Ele sempre entregou as suas coisas e seu projeto para que terceiros tomassem conta e nesses momentos muitos problemas aconteceram. Venderam coisas para pessoas e não entregaram, falharam com outras, erraram com alguns.

Ótimo! Temos que dizer que foi ele quem errou, foi ele quem recebeu o dinheiro das pessoas, foi ele quem falhou. Sabemos muito bem que o idiota nunca teve qualquer apego com dinheiro, sempre se deu mal na vida por causa disso, nunca acumulou bem algum, prejudicando indiretamente à sua própria família, por deixar tudo nas mãos dos outros, mas, para nós, não é conveniente dizer que foram terceiros que erraram, porque esses terceiros não fedem nem cheiram; temos que dizer que FOI ELE, porque é ele quem é capaz de fazer coisas que nós não temos a competência de fazer.

Não podemos estar diante de um espírita que, queiramos ou não, terminou indo para a história do Espiritismo, mesmo estando encarnado ainda, porque foi pioneiro em um monte de coisas: Fez o primeiro programa de televisão espírita via satélite do mundo; fez a primeira teleconferência espírita via satélite do mundo; fez a primeira revista espírita colorida no mesmo padrão das grandes revistas, disponível nas bancas de revistas do Brasil inteiro, revolucionando a imprensa espírita; idealizou e apresentou a primeira semana espírita de Nova York, forçando, a partir daí, a criação do Conselho Espírita dos Estados Unidos, que promoveu imediatamente o primeiro Congresso Espírita daquele país; lançou o primeiro canal de televisão espírita do mundo, funcionando via satélite, 24 horas por dia, em TV digital, para todo o Brasil, chegando à casa das pessoas com alta qualidade de imagem e som; agora, de uma hora pra outra, resolve entrar também no campo da Web TV e consegue levar ao ar não apenas um canal mas vários canais de TVs e Rádios ao mesmo tempo, dando várias opções ao público, inclusive o primeiro canal de televisão espírita totalmente em Espanhol do mundo, funcionando 24 horas no ar, com programas de alto nível... etc.

Temos que continuar lutando para calar esse indivíduo!!!!!

Por outro lado, insiste em não praticar a falsa humildade. Diz mesmo o que tem que dizer, relata mesmo o que já fez e se recusa à máscara da sair dizendo que ele não vale nada, que nunca fez nada, que essas coisas que fez todas são bobagens que qualquer um faria, que é insignificante, que só fez muitas maldades em encarnações passadas e que não vale nada mais que esterco de gado.

Não é possível um cara se comportar assim no meio espírita! Temos que fazer o povo entender que se trata de um obsessor terrível."

Infelizmente, é isto que tem acontecido, ao longo destes anos.

Porém, graças a Deus, nem todas as pessoas são acéfalas, nem todas as pessoas são irracionais a ponto de tirarem conclusões precipitadas, em função da conveniência de mentes doentias dos que sempre fizeram de tudo para destruírem os "espíritas fazedores", como diz o Alkíndar. Existem pessoas inteligentes que jamais condenarão a autenticidade, a dignidade, a criatividade e a disposição de alguém que durante anos se esforça para mostrar ao público um Espiritismo coerente, sensato e racional, onde as pessoas devem se apresentar sendo elas mesmas e não criaturas fingidas, mascaradas, praticantes de humildades teatralizadas e de evoluções espirituais que não têm.